Vasculhando memórias de minha infância, percebo um evento de menor significância, mas que hoje me faz pensar bastante. Em algum natal esquecido (eu acho), eu e minhas primas ganhamos um 'pianinho' de presente de algum parente em comum - ou nossas mães combinaram de dar o mesmo item. Não importa, fato é que eu e elas tínhamos aquele piano. O troço tinha seu tecladinho, que funcionava até bem, e um monte de outros botões coloridos com figuras de animais, que quando se apertava, saia o som de vaca e galinha. Havia um botão maior que os outros também, que quando se apertava o piano produzia uma melodia pré-programada, que se não me engano era a música do "Seu lobato tinha um sítio...". Hoje penso o quão infernal era três crianças tocando isso o dia inteiro pela casa. Vai ver é o motivo de eu ter "perdido" o piano - e com ele minhas habilidades musicais. Poderia me tornar um Mozart da vida, mas foi arruinado.
Onde quero chegar é: Certa vez, minhas irmãs, que são mais velhas que eu, decidiram fazer um experimento científico envolvendo meu piano com o da minha prima. Elas iriam apertar o botão maior, que tocava "seu lobato" ao mesmo tempo, e esperar pra ver o que acontecia. Com um pouco de treino, chegou o momento em que elas conseguiram alinhar o som, tornando a música tocada pelos dois pianos um unissomo. Só que algo engraçado acontecia: depois de uns dez segundos de música, os pianos perdiam a sincronia, e um deles ficava atrasado em relação ao outro. Isso nos dava gostosas gargalhadas (não sei porque) e vivíamos a repetir o feito. A explicação que nos foi dada na época era a mais óbvia: que a pilha de um dos pianos estava mais fraca, isso fazia com que a música fosse se atrasando em micro-segundos, e deixando a melodia mais pra trás em relação à outra. Nunca chegamos a testar essa hipótese (comprando pilhas novas para os dois pianos e vendo no que dá), mas isso também nem era importante. O piano se atrasava e pronto, era a vida, pra que insistir?
Mas hoje eu acabo por me pegar pensando no fato. E se não forem as pilhas as responsáveis? E se, na verdade o tempo de um piano corresse diferente do tempo de outro piano? Ora, pela navalha de occam, as pilhas que eram as responsáveis, certamente. Porém minha mente vagueia por universos de possibilidades, e uma pitada de fantasia e LSD não dói (não uso drogas!).
Se o tempo poderia correr diferente de um piano para o outro, então poderia acontecer com as pessoas também. E eu sei que isso acontece de verdade, com a teoria da relatividade de Einstein. Acontece com nossos satélites, acontece em aviões... Só que para acontecer é preciso estar em movimento. Os pianos estavam parados. Mas a música (ondas sonoras) se movimentavam... Enfim, acaba que sempre penso que o que eu vejo como 'presente' não é o mesmo 'presente' de outrem. Posso conversar com uma pessoa, mas o que me garante que esse 'momento do agora' para mim não é uma lembrança daquela pessoa, que está no futuro do meu agora lembrando de nossa conversa?
Ficou confuso, e está tarde. Hora de dormir porque amanhã tenho aula. Mas veja, amanhã para meu agora. Se você ler isso em outra época, já será passado. Maldito seja o tempo, e o sítio do seu lobato!
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terça-feira, 10 de maio de 2016
terça-feira, 16 de fevereiro de 2016
Pois não existe deus se não o Homem!
Não é de hoje que as religiões se tornaram uma pedra no sapato da nossa sociedade. O que deveria nutrir espiritualmente e moralmente, acabou se tornando uma prisão mental de alienação e fanatismo. O "religare" foi perdido em muitas delas - em especial na igreja cristã. Ou talvez AS igrejas cristãs.
Óbvio que posso colocar outras religiões aqui, como algumas casas de 'umbanda' que são verdadeiros ninhos de egum, e também certos núcleos (minorias) do islã. Porém a realidade brasileira - e ocidental, em geral - se foca muito mais no cristianismo. O cristianismo que matou e roubou (e rouba) milhões de pessoas pelo globo. Se posso citar uma vertente do cristianismo que ainda confio, posso dizer que é a igreja anglicana. Fora ela, todas as outras eu prefiro manter um pouco de distância. Pode ser preconceito meu, mas também pode ser precaução. E apostaria mais na segunda opção.
O satanismo não é uma religião. Podemos dizer que o satanismo tem sua origem no próprio cristianismo. Isso tanto é verdade quanto não é. A palavra "shaitan" quer dizer 'adversário' em uma língua há muito esquecida, e daí veio satan. Satan seria o adversário de Deus. Então é óbvio que satanismo é oposto ao cristianismo. Porém não no sentido de adorar ao diabo, como muitos acreditam, mas por não acreditar em Deus, exatamente como o ateísmo faz.
Conta a lenda que Anton LaVey era um músico, mais precisamente um pianista. Ele era convocado para tocar em diversos locais por dinheiro, e obviamente que ele aceitava. Acabava por tocar em bordéis, e em igrejas. LaVey percebeu que os mesmos homens que iam aos bordéis iam às igrejas. Os mesmos homens que pagavam de santo com suas esposas na igreja eram os mesmos que se deitavam com prostitutas no sábado à noite.
Veja: não é exatamente errado isso. Cada um sabe o que faz, cada um tem que ser responsável pela sua própria vida. Porém LaVey não podia tolerar tanta hipocrisia por parte de tais pessoas. Numa manhã de domingo, conta a lenda que ele se levantou do piano e denunciou os homens pecadores. Teve que fugir da cidade para não ser morto. Dali em diante ele decidiu abrir a igreja satânica. Não para adorar o diabo, mas para mostrar ao mundo o quanto o cristianismo tinha problemas, e o quanto os seus problemas afetavam a vida dos não-cristãos.
O satanismo virou religião em papel oficial, mas seu objetivo sempre foi um: mostrar a outra face. Ninguém no satanismo adora o diabo - eles nem sequer acreditam que há um. Tudo que eles fazem é lutar pelo direito das pessoas de serem elas mesmas, de serem livres e de serem laicas. Na mesma pegada, surgiram o Pastafarianismo e a Igreja do SubGênius. Todos representando a contracultura religiosa. Todos mostrando que o mundo não é só unireligioso.
É nesse ritmo que acabamos por ver grandes projetos que essas 'religiões' tem realizado. O Pastafarianismo conseguiu impedir a divulgação do cristianismo em escolas (pois essa prática é proibida pelo estado, que deveria ser laico). Já o satanismo tem conseguido grandes avanços nos dias de hoje, contra o conservadorismo cristão.
Termino essa postagem colocando aqui os mandamentos do Satanismo moderno, mostrando o quão avançada e preocupada com a sociedade é esse movimento. Muito mais 'evoluída' (por assim dizer) que o próprio cristianismo, que ficou parado no tempo, impedindo a sexualidade de pessoas, cobrando dinheiro de outras e tentando enfiar sua fé goela abaixo de terceiros.
Leia os princípios e reflita sobre eles. Ninguém é obrigado a segui-los, mas se seguirem, o mundo seria um lugar bem melhor que aquele que o cristianismo quer.
Princípios do Satanismo
1
Esforce-se para agir com compaixão e empatia para com todas as criaturas, em conformidade com a razão.
2
A luta pela justiça é uma busca constante e necessária que deve prevalecer sobre as leis e instituições.
3
O corpo é inviolável, sujeito somente à vontade de sua pessoa.
4
As liberdades de outros devem ser respeitadas, incluindo a liberdade de ofender. Quem usurpar as liberdades de outra pessoa estará renunciando a sua própria liberdade.
5
As crenças devem estar de acordo com o melhor conhecimento científico do mundo. Deve-se tomar cuidado para nunca distorcer fatos científicos para não adequá-los às nossas crenças.
6
As pessoas são falíveis. Se cometerem erro, devemos fazer o nosso melhor para corrigi-las e resolver qualquer mal que elas podem ter causado.
7
Cada princípio é um princípio orientador criado para inspirar nobreza na ação e pensamento. O espírito de compaixão, sabedoria e justiça devem sempre prevalecer sobre a palavra escrita ou falada.
segunda-feira, 25 de janeiro de 2016
Normose
“NORMOSE” [TRECHOS] Por Pierre Weil
“(…) A maneira mais simples de fazê-los entender do que se trata será contando um pouco do que se passou comigo há algumas décadas. Isso nos levará, ao mesmo tempo, aos aspectos pessoais e sociais que levaram à criação do conceito de normose. Lembro-me da crise existencial pela qual passei aos trinta e três anos de idade. Com o conhecimento que tenho hoje, identifico-a como conseqüência de uma normose. Foi, tipicamente, a crise de um normótico que ainda não sabia nada a respeito da normose. Fazia prosa sem o saber, como diz um jargão popular.
domingo, 11 de outubro de 2015
Humildade
Gosto de pensar que ser humilde não é se ajoelhar perante os outros, mas sim não deixar que ninguém se ajoelhe perante você. Se você entende que somos todos iguais, no mesmo nível, você entende que é um com todos, e não só você. Você entende que é a humanidade, se expressando em um corpo carnal específico.
Tudo que fizemos e faremos é para nós, humanos, e não para nosso indivíduo. Tudo um dia se esvai, mas o coletivo fica. E ainda que nossa raça humana entre em extinção, aquilo que você fez para o grupo mudou para sempre os rumos da história mundial.
Então deixe de ser a merda do mundo que faz tudo pra chamar a atenção, e se torne uma estrela, assim como cada homem e cada mulher está destinado a ser.
Tudo que fizemos e faremos é para nós, humanos, e não para nosso indivíduo. Tudo um dia se esvai, mas o coletivo fica. E ainda que nossa raça humana entre em extinção, aquilo que você fez para o grupo mudou para sempre os rumos da história mundial.
Então deixe de ser a merda do mundo que faz tudo pra chamar a atenção, e se torne uma estrela, assim como cada homem e cada mulher está destinado a ser.
sábado, 22 de agosto de 2015
O único poder que existe é o poder de ser você mesmo
Belíssimo texto, pego daqui.
A pessoa sábia, portanto, não procura mudar nada —
Apenas a realidade existe e você é Ela.
Apenas a consciência existe e você é Ela.
Apenas o amor existe e você é Ele.
Se você apenas percebesse quem você é você iria ser a pessoa mais feliz que jamais existiu, e eu digo feliz, totalmente feliz, de felicidade imutável.
Uma coisa dessas existes? Sim, existe.
Paz imutável.
Amor imutável.
Mas você escolheu se identificar com maya (ilusão), com a irrealidade, e por isso você acha que sofre.
Você acredita que sua vida não é o que deveria ser.
Você se compara aos outros.
Você quer fazer mudanças.
Como você deve saber a essa altura, quando você faz essas mudanças elas duram pouco, e então você volta ao que era antes.
Apenas a consciência existe e você é Ela.
Apenas o amor existe e você é Ele.
Se você apenas percebesse quem você é você iria ser a pessoa mais feliz que jamais existiu, e eu digo feliz, totalmente feliz, de felicidade imutável.
Uma coisa dessas existes? Sim, existe.
Paz imutável.
Amor imutável.
Mas você escolheu se identificar com maya (ilusão), com a irrealidade, e por isso você acha que sofre.
Você acredita que sua vida não é o que deveria ser.
Você se compara aos outros.
Você quer fazer mudanças.
Como você deve saber a essa altura, quando você faz essas mudanças elas duram pouco, e então você volta ao que era antes.
A pessoa sábia, assim, realmente não busca mudar nada. Elas se tornam quietas. Elas tem paciência. Elas trabalham sobre si mesmas. Elas observam seus pensamentos, suas ações e se vêem ficando com raiva, observam-se entrando em depressão, observam-se ficando com ciúmes e inveja e todo o resto. Aos poucas elas percebem, “isso não sou eu. Isso é hipnose, é uma mentira”. Elas não reagem ao condicionamento. Quanto mais elas não reagem às condições, mais elas se tornam livres. Elas não se importam com que os outros estão fazendo. Não se comparam a ninguém. Não competem com ninguém. Simplesmente tomam conta de si mesmas. Atentas a si mesmas. Elas vêem a confusão mental. Elas não correm por aí gritando, “Eu sou a realidade absoluta. Eu sou Deus. Eu sou consciência”. Ao invés disso, elas vêem de onde estão vindo e deixam todos os demais em paz.
Um ser assim se abre muito rápido. Não faz diferença que categoria essa pessoa é. Não importa, porque tal ser já está livre. Quando a mente descansa no coração, isso significa que a mente não se projeta pra fora e não se identifica mais com o mundo, quando a mente descansa no coração há paz, há harmonia, há puro ser. Quando você permite à sua mente sair fora de Si mesmo, ela começa a comparar, a julgar, começa a se sentir ofendida, e não há paz. Não há descanso.
Como começar? Bem, primeiro você percebe o lugar em que está exatamente agora, não importa se acha que é bom ou mau, feliz ou triste, rico ou pobre ou doente ou saudável, o lugar onde você está neste momento é o lugar certo. Esse é o começo. Pare de querer ser alguém diferente. Pare de querer mudar sua vida. Você está no lugar certo, agora, exatamente como você é. Se você consegue ficar feliz e em paz no lugar onde você está agora, de repente você vai ver que as circunstâncias vão mudar a seu favor, e novamente você estará no lugar certo. Qualquer mudança que vier na direção do seu corpo e mente, você está no seu lugar certo. Quanto mais você ver isso, mais você conseguirá ver o que eu falei intelectualmente, inteligentemente, mais pacífico você se torna, mais padrões kármicos começam a se dissolver e você começa a acordar.
Pode ser gradual no começo. Você nota que as coisas que geralmente te incomodavam não mais te incomodam. Você nota que as pessoas com as quais você convive, os conflitos que tinham, eles param porque você parou. Não há mais tentativas de compensar nada. Não há mais tentativa de vencer nada. Não há mais tentativa de achar o livro certo, o professor certo ou a coisa certa. Você se mantém centrado. Você se mantém livre. Quando algo aparece, seja bom ou mau, você simplesmente senta onde você está e pergunta, “Para quem isso está vindo?”, e voce ri, porque você se separou de sua mente-corpo e começou a perceber que sua mente-corpo vai passar pela experiência mas não você.
Então não há nada com o que se preocupar. Nada a temer. Nada pode lhe perturbar. Nada pode lhe machucar. Você percebe que qualquer coisa que alguém faça ao seu corpo, fisicamente, ou com palavras, ou de outra maneira, não pode jamais, jamais lhe machucar, porque você não é seu corpo. Não importa o que alguém lhe diga, não importa o que você veja com seus olhos, não pode lhe afetar, porque você não é sua mente. Na verdade você separa Si mesmo de seu corpo e da sua mente.
Isso é só o começo. Conforme você avança, sua mente e seu corpo caem. Não significa que você morre. Significa que eles se tornam menos e menos importantes pra você, e você não se identifica mais com elas. Você sabe, e sente, e experimenta, que seu corpo e sua mente não existem, e ainda assim você existe. Você não existe como seu corpo ou sua mente. Você existe como realidade absoluta, como consciência, e não mais acredita que seu corpo e sua mente são uma modificação da consciência. Você simplesmente sabe que não há corpo nem mente. Você é sem ego. Não há razão para seu corpo, mente e o mundo existirem.
Você pode primeiro sentir isso levemente, mas você notará que quanto maior a sensação, maior a felicidade. Você estará começando a se fundir na consciência. Você está começando a sentir a realidade. O mundo vai em frente, as pessoas fazem o que sempre fazem, e ainda assim você vê tudo diferentemente. Você não vê mais o mundo que costumava ver. É como ler uma revista. As imagens na revista estão na sua frente mas você não é a revista nem as imagens. Quem você é ainda pode ser um mistério. Lembre-se, enquanto você puder expressar algo, não é isso. Portanto você não sai por aí dizendo a todo mundo, “Eu sou realidade pura”, ou “Eu sou a consciência”. Você se mantém em silêncio. Pelos frutos você os conhecerá. Você se torna uma luz num mundo de escuridão. As pessoas automaticamente cercam você e se sentem bem ao seu redor. Você encontrou a paz. Sempre foi você. Na verdade você não achou nada. Você simplesmente se tornou você mesmo.”
Por ROBERT ADAMS
domingo, 19 de julho de 2015
Postura do Tao
Texto muito bonito, retirado daqui.
Pense no que vai dizer antes de abrir a boca. Seja breve e preciso, já que cada vez que deixa sair uma palavra, deixa sair uma parte da sua energia vital (chi). Assim, aprenderá a desenvolver a arte de falar sem perder energia.
Nunca faça promessas que não possa cumprir. Não se queixe, nem utilize palavras que projetem imagens negativas, porque se reproduzirá ao seu redor tudo o que tenha fabricado com as suas palavras carregadas de chi.
Se não tem nada de bom, verdadeiro e útil a dizer, é melhor não dizer nada. Aprenda a ser como um espelho: observe e reflita a energia. O universo é o melhor exemplo de um espelho que a natureza nos deu, porque aceita, sem condições, os nossos pensamentos, emoções, palavras e ações, e envia-nos o reflexo da nossa própria energia através das diferentes circunstâncias que se apresentam nas nossas vidas.
segunda-feira, 6 de julho de 2015
segunda-feira, 20 de abril de 2015
Viagem no tempo e Teoria do Caos
Duas coisas:
- Eu não creio que a viagem no tempo (como vemos em filmes) aconteça daquela forma. Pra mim, quando o indivíduo viaja no tempo, na verdade ele está entrando em uma linha do tempo paralela a dele. Seria basicamente uma viagem para o tempo-espaço de uma realidade que é uma cópia idêntica a nossa. Gosto de pensar que, da mesma forma que uma hélice de DNA faz cópias perfeitas de si mesmo, a realidade é capaz de se auto copiar. Então, toda e qualquer alteração do indivíduo feita no mundo não mudaria nada de sua realidade original - a não se que, de algum modo, ele consiga unir as duas realidades, tornando uma só.
- Se eu voltar no tempo e avisar para os habitantes de 1994 que o Brasil perderia a Copa em seu próprio território de 7 a 1 em 2015... Se eu conseguir isso, a chance de isso acontecer mesmo na nova realidade seria baixa. Por que? Simples: Eu seria um "corpo novo" nessa nova realidade. E por causa da teoria do caos, o simples ato de eu existir ali já mudaria MUITO o futuro.
Imagine que, em meu "retorno ao tempo" eu, em 1994, compre um cachorro-quente. Segundo a história conhecida da minha linha do tempo original, eu jamais compraria o cachorro-quente; então ao comprar eu 'mudei' a história, mesmo que um pequeno pedaço dela. Porém, graças ao efeito borboleta (teoria do caos), um simples ato mudaria tudo. Então é bem provável que o futuro que conheço na minha realidade seja absurdamente diferente do futuro que acabei de criar nessa nova. Eu não sei, e nem tem como mensurar.
É capaz de, por consequência de ter comprado o cachorro-quente, eu acabei criando uma bola de neve de ação e reação que... sei lá, gerou uma guerra civil no Brasil.
Absurdo? Se você pensar um pouco verá que não.
E se ao comprar o cachorro-quente eu acabei impedindo alguém de comer? Sei lá, quando o cara foi comprar tinha acabado de acabar a salsicha (pois comi a que era pra ser a dele) e por causa disso o homem foi comer em outro lugar. Nesse lugar a comida estava meio ruim, o homem passa mal e não trabalha no dia seguinte. Ele é professor e por causa de sua ausência a turma foi liberada mais cedo. Chico, um estudante foi ao shopping pois estava sem aula, e lá conheceu Ana. Se apaixonam, se casam e tem três filhos; três filhos que não eram pra existir, e que agora vão gerar mais consequências... Isso só observando uma nova ramificação; pense em quantas e quantas novas foram criadas, tudo por causa do meu ato de comer cachorro-quente.
Pensando nisso, os filmes de viagem no tempo são bem fracos, mas servem pra contar uma história, então ok.
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015
Dualidade e Unidade
Esse é um ponto de vista mais místico, mas não menos interessante.
Fala sobre equilíbrio, união, religare, yoga...
Aproveite:
Parte do livro Iniciação de Elisabeth Haich - Pg 209 á 214.
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015
Sentido da Vida
Esse é um texto pequeno, rápido e simples. Escrevo ele apenas porque algo me incomoda, e não vejo outra maneira de tirar esse incômodo a não ser expressando-o em forma de texto.
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A vida biológica é uma manifestação inédita no universo observável. Nosso planeta é - até agora - o único que abriga esta forma de vida; pra isso ter acontecido, uma série de eventos de origem caótica tiveram que juntar suas peças. Já seria magnífico se um planeta gerasse, pelo menos, formas de vida primitivas, como animais de origem marinha - ao exemplo da esponja. Mas não, nosso planeja chegou em um nível jamais visto na galáxia! Ele gerou nós, os humanos, seres que são capazes de usar seu intelecto e sua consciência para se identificarem como indivíduos. Nós somos uma exceção, até agora. Nenhum outro animal está no mesmo nível de igualdade que nós; nenhum outro animal consegue construir estruturas complexas e explorar a vastidão do universo.
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A vida biológica é uma manifestação inédita no universo observável. Nosso planeta é - até agora - o único que abriga esta forma de vida; pra isso ter acontecido, uma série de eventos de origem caótica tiveram que juntar suas peças. Já seria magnífico se um planeta gerasse, pelo menos, formas de vida primitivas, como animais de origem marinha - ao exemplo da esponja. Mas não, nosso planeja chegou em um nível jamais visto na galáxia! Ele gerou nós, os humanos, seres que são capazes de usar seu intelecto e sua consciência para se identificarem como indivíduos. Nós somos uma exceção, até agora. Nenhum outro animal está no mesmo nível de igualdade que nós; nenhum outro animal consegue construir estruturas complexas e explorar a vastidão do universo.
domingo, 18 de janeiro de 2015
Sobre abelhas e outras histórias.
"Malditas abelhas", alguém disse uma vez. Não sei onde vi, não sei se foi em filme, livro... sei lá! Só sei que essa frase ficou na minha cabeça. Engraçado que as abelhas são animais bastante inteligentes [e puxei aquela citação ali apenas pra introduzir esse texto].Ora, veja só: As malditas abelhas produzem o mais delicioso néctar natural com o seu próprio vômito! Elas 'roubam' o pólen das flores (esperma de flores) e fazem uma mistura com coisas que você não ia querer saber e... temos o mel. O maldito e delicioso mel. Aquela coisa não estraga facilmente, pois tem muita pouca água - aquilo é muito denso, muito puro.
Como as malditas fazem isso? Sem contar que existe a tal de "geleia real", na qual as abelhas escolhem uma larva aleatória (aparentemente) e começam a alimenta-la com essa tal geleia. Depois de um tempo, a tal larva que come geleia acaba se tornando a tal Abelha Rainha [escrevo isso baseado no que sei de biologia, não me culpe se eu estiver errando algo].
Uma larva que não tem diferença de nenhuma outra começa a comer a tal geleia e do nada ela se desenvolve de outras formas. A abelha Rainha é a única que põe ovos - e se ela morrer, toda a colmeia morre. Posso dizer que uma Abelha Rainha é a mãe de todas as abelhas numa colméia? Sim, posso. Então temos aí uma combinação interessante, veja só você:
quarta-feira, 14 de janeiro de 2015
Uma breve tentativa de explicar como o universo é relativo
| Note como o raio ocular passa pela serpete - é a realidade sendo filtrada - |
O texto em si fala de como o universo [entenda isso não como o universo no sentido de espaço sideral, mas no sentido do mundo] é relativo, de como só vemos quase sempre um dos lados do diamante.
Sempre que leio algo assim, me lembro dos livro de Carlos Castaneda, na qual Don Juan afirmava que existia uma 'bolha da percepção' entre os indivíduos, que filtrava a realidade de acordo com a cultura (ou a visão de mundo) da pessoa. Ele dizia ser impossível estourar a bolha e ver a realidade como ela é - pois assim você morreria; mas dizia que era possível 'lustrar' a bolha até que ela fique o mais transparente possível, para que sua realidade não seja tão filtrada.
PS: Se o leitor tem dificuldades de imaginar o que estou falando, é bem simples: imagine uma peneira; a realidade é a areia que você joga nela. A areia mais grossa não passa pela peneira, só a mais fina - e essa mais fina será justamente aquela na qual você acha certo. A areia mais fina para um cristão é a idéia de que Deus criou o mundo; para um cientista ateísta, a areia mais fina é a que o universo foi criado por uma grande explosão. Ambas as idéias são 'areias', todas estão 'certas', mas o seu ponto de vista irá dizer qual idéia se encaixa melhor na sua mente (ou que passa melhor pela sua peneira).
Enfim, vamos ao texto:
sexta-feira, 19 de setembro de 2014
Doutrinação
E, na atual realidade humana, a luta é para se vencer a Maya
e destruir a Doutrinação.
Maya, como você já deve ter ouvido falar inúmeras vezes, é
uma criação da Deusa Hindu da ilusão. Por mais paradoxal que seja, no nosso
caso ela representa aquilo que chamamos de realidade.
Pois a realidade não é da forma como percebemos!
Eu sei que a primeira coisa que deve passar por sua cabeça
quando falo nisso é “ele anda vendo filmes de ficção científica demais”. Mas
essa é a mais pura verdade. Em sua iniciação você perceberá isso... e nunca
mais esquecerá. Voltará para a Maya após o contato breve que teve com a
Realidade (com “R” maiúsculo mesmo) com apenas uma certeza: quero voltar a
sentir isso! Se você conseguir viver em um estado de contato com a Realidade o
tempo todo; se vencer a Doutrinação e se livrar da Maya, você terá se
Iluminado.
Mas como as pessoas não percebem a Realidade? Acredito que
seja a sua pergunta no momento. Você já pensou nos efeitos que os alimentos que
ingerimos podem nos provocar? Na influência sobre nossos pensamentos e
sentimentos das músicas que ouvimos, dos filmes que vemos e das coisas que
lemos? Quando criança você tinha um amigo que ninguém via? Ou viu o monstro que
se escondia no armário? E todo mundo não disse depois que era mentira? O que
você come, o que você bebe, o que você ouve e vê, seus estados emocionais...
isto é a Doutrinação.
Você luta que nem uma louca para comprar algo que te
“valorize”? Trabalha e trabalha, para descobrir que aquilo que comprou não
valia tanto assim e que portanto você deve trabalhar mais e mais para adquirir
outra coisa que te “valorize”? Você vive desesperadamente em função de se
“divertir”? Você vive tanto correndo atrás da vida que esquece de vivê-la?
Esta é outra maneira de agir da Doutrinação.
Poderia ficar aqui páginas e páginas, descrevendo formas de
funcionamento da Doutrinação, mas isso não adiantaria. Nós já estamos
mergulhados na Maya e na Doutrinação... percebê-las é muito difícil e breve;
apenas a Iluminação nos liberta. Todos os nossos demônios interiores alimentam
a Doutrinação e esta alimenta a Maya.
Maytréia - RPG
domingo, 22 de junho de 2014
O Eu que dorme; O Eu que acorda.
Perceba que você não é a pessoa que pensar ser. Tente entender a cada dia que você não é o corpo-mente, que você não é nada do que parece ser.
Descubra investigando. “Quem sou Eu?”. Descubra. Todas as respostas estão dentro de você. Comece de manhã. Logo antes de você acordar, há uma abertura, um espaço entre dormindo e acordado. Aquele espaço é sua realidade. Tente se capturar naquele espaço no momento antes que seus olhos se abrem, antes que sua mente assuma o controle. Há absoluto nada. Aquele nada é sua realidade total.
Quando sua mente assume o controle, “Eu” assume o controle, e estraga tudo. Seu dia ocupado com muitos “tenho que” começa. Se você se visse como consciência e fosse capaz de ver o espaço, você passaria o dia inteiro em completa felicidade.
Quando você for dormir, faça a mesma coisa. Tente encontrar o espaço entre acordado e dormindo assim que você estiver quase caindo no sono. O espaço é quem você realmente é. Esse espaço é consciência, Nirvana. Se você procurar o espaço, você vai encontrar. Continua a buscar quando você acorda. Pergunte-se “Quem está acordado, quem sou Eu?”. O “Eu” aparece quando você acorda, e vai desaparece quando você vai dormir. Pra onde vai? Vai praquele espaço. Assim que você entra no sono, o “Eu” começa a enfraquecer à medida que o “Eu” para de pensar. Pra onde o “Eu” vai? Vai praquele espaço. Esse “Eu” está sempre disponível pra você.
Esse espaço também é conhecido como o quarto estado de consciência ou turiya, depois do sono profundo, do sonhar e dos estados acordados. O espaço é o quarto estado – sua realidade. Apenas estando ciente disso intelectualmente ajuda. Então você pensa, “Eu sei que há um espaço lá mas ainda não o captei”.
Então pergunte-se, “Quem é o Eu que dormiu. Quem é o Eu que sonhou? Quem é o Eu que está acordado? Quem é o Eu que está procurado pelo espaço? É a mesma coisa. Pergunte-se, ” De onde isso aparece? Parece aparecer quando acordo, e vai embora quando vou dormir. Pra onde vai?”. Vai para o espaço – o aquele entre o dormir e o acordar.
Quando você for dormir, diga, “Eu penso. Eu penso sobre meu dia, meus problemas, o que eu tenho que fazer amanhã. Quem éo Eu que faz tudo isso? Assim que eu dormir, o Eu começa a enfraquecer. Eu paro de pensar. Para onde o Eu vai?”. Ele vai para dentro do espaço. Faça isso de manhã ao acordar, e continue esse tipo de investigação durante o dia. “Quem sou eu? O que sou eu?”.
Quando você faz esse processo com uma frequência suficiente, todo dia, a consciência vem até você. A consciência se abrirá pra você. Você começará a perceber que tudo que você fala está conectado com o Eu. O Eu vem primeiro, e tudo mais vem depois disso. Para estar chateado é precisa que você diga, “Eu estou chateado”. Você não pode dizer “chateado”. Tudo é apego ao Eu. Veja esse Eu. Não se concentre no Eu, concentre-se na consciência, a fonte.
Siga o Eu nas profundezas do seu coração mergulhando dentro de você mesmo, e para quem é o Eu? Pare, então pergunte de novo e de novo, parando a cada vez. Logo você irá ver que as pausas são a mesma coisa que o espaço entre o dormir e o acordar. Você será livre.”
~ Robert Adams, em “Good for Nothing Man”
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