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quinta-feira, 23 de junho de 2016

Manual básico do Psiconauta II - Meditação

Se você chegou até aqui, deve ter vindo através da outra postagem que fiz sobre como ser um psiconauta. Abordo os exercícios mais básicos que todo psiconauta deve saber. E claro, o próximo passo é a meditação profunda.
Esse poderia muito bem ser o primeiro, mas se fosse, certamente que iria desencorajar muitos aspirantes. Meditar pode ser muito tedioso para um praticante que começou há pouco tempo. Sentar, respirar fundo, se concentrar... Poucos são os que conseguem facilmente de início. Por isso coloquei logo os sonhos lúcidos. Mas meditação é o mais importante, é o pilar principal do psiconauta. É por ela que o navegante da psiquê pode aprender mais sobre si mesmo, a controlar seus problemas emocionais e mentais, e a desenvolver capacidades psíquicas afloradas.

Não há um meio correto para se meditar. Basta sentar e se concentrar em algo por um tempo constante. Pode se concentrar na sua respiração, no seu corpo, nos seus pensamentos. O importante é manter o foco no objeto concentrado. Se o psiconauta conseguir se manter assim por um tempo considerável, deve considerar um sucesso. Cinco minutos de começo está bom. Vá prolongando com a prática. Só pratique todos os dias, e anote os resultados em um diário apropriado. O psiconauta descobrirá por si só os benefícios da prática constante.

E para melhorar, deixo um vídeo longo do Timothy Leary, um psiconauta famoso. O vídeo fala por si próprio. Deixe a mente fluir.



quarta-feira, 9 de março de 2016

Manual básico do Psiconauta I - Sonhos Lúcidos

  Inicio aqui uma série de postagens que queria fazer há muito tempo, mas que não sabia por onde começar. A ideia é criar um manual prático de como se tornar um psiconauta - isto é, como ser um navegante da psiquê.
  Astronautas estudam durante anos, passam por uma série de treinamentos e aguardam ansiosamente para ir ao espaço. O conhecimento popular nos diz que os astronautas são aquele povo que vive dando cambalhotas em gravidade zero, usam roupas esquisitas e vivem falando: "Como a terra é linda!". Mas isso é só uma pequena parte do seu trabalho. Um astronauta é, acima de tudo, um cientista. Ele não está no espaço pra ficar brincando. Ali ele tem que cumprir uma série de tarefas na estação espacial. Desde manutenção da nave até pesquisas e testes.  Por causa do ambiente completamente diferente do encontrado na Terra, muito se pode aprender lá em cima sobre biologia, física e química, por exemplo. Na estação espacial é realizado pesquisas com plantas, com fogo, e muitas outras coisas, que podem ser encontradas aqui. Nada é por acaso, nada é de graça. Estudando coisas no espaço nós podemos acelerar em muito nossa noção do universo que nos cerca, com muito mais velocidade e exatidão do que só estudar aqui na Terra. A informação somada dos dois ambiente é extremamente preciosa para a raça humana - e isso é prova o suficiente para dar um "tapa na cara" daqueles que acham que viagem espacial é inútil, pois tais pesquisas podem ajudar a curar um câncer, por exemplo.

sábado, 22 de agosto de 2015

O único poder que existe é o poder de ser você mesmo

Belíssimo texto, pego daqui.



A pessoa sábia, portanto, não procura mudar nada —
Apenas a realidade existe e você é Ela.
Apenas a consciência existe e você é Ela.
Apenas o amor existe e você é Ele.
Se você apenas percebesse quem você é você iria ser a pessoa mais feliz que jamais existiu, e eu digo feliz, totalmente feliz, de felicidade imutável.
Uma coisa dessas existes? Sim, existe.
Paz imutável.
Amor imutável.
Mas você escolheu se identificar com maya (ilusão), com a irrealidade, e por isso você acha que sofre.
Você acredita que sua vida não é o que deveria ser.
Você se compara aos outros.
Você quer fazer mudanças.
Como você deve saber a essa altura, quando você faz essas mudanças elas duram pouco, e então você volta ao que era antes.
A pessoa sábia, assim, realmente não busca mudar nada. Elas se tornam quietas. Elas tem paciência. Elas trabalham sobre si mesmas. Elas observam seus pensamentos, suas ações e se vêem ficando com raiva, observam-se entrando em depressão, observam-se ficando com ciúmes e inveja e todo o resto. Aos poucas elas percebem, “isso não sou eu. Isso é hipnose, é uma mentira”. Elas não reagem ao condicionamento. Quanto mais elas não reagem às condições, mais elas se tornam livres. Elas não se importam com que os outros estão fazendo. Não se comparam a ninguém. Não competem com ninguém. Simplesmente tomam conta de si mesmas. Atentas a si mesmas. Elas vêem a confusão mental. Elas não correm por aí gritando, “Eu sou a realidade absoluta. Eu sou Deus. Eu sou consciência”. Ao invés disso, elas vêem de onde estão vindo e deixam todos os demais em paz.
Um ser assim se abre muito rápido. Não faz diferença que categoria essa pessoa é. Não importa, porque tal ser já está livre. Quando a mente descansa no coração, isso significa que a mente não se projeta pra fora e não se identifica mais com o mundo, quando a mente descansa no coração há paz, há harmonia, há puro ser. Quando você permite à sua mente sair fora de Si mesmo, ela começa a comparar, a julgar, começa a se sentir ofendida, e não há paz. Não há descanso.
Como começar? Bem, primeiro você percebe o lugar em que está exatamente agora, não importa se acha que é bom ou mau, feliz ou triste, rico ou pobre ou doente ou saudável, o lugar onde você está neste momento é o lugar certo. Esse é o começo. Pare de querer ser alguém diferente. Pare de querer mudar sua vida. Você está no lugar certo, agora, exatamente como você é. Se você consegue ficar feliz e em paz no lugar onde você está agora, de repente você vai ver que as circunstâncias vão mudar a seu favor, e novamente você estará no lugar certo. Qualquer mudança que vier na direção do seu corpo e mente, você está no seu lugar certo. Quanto mais você ver isso, mais você conseguirá ver o que eu falei intelectualmente, inteligentemente, mais pacífico você se torna, mais padrões kármicos começam a se dissolver e você começa a acordar.
Pode ser gradual no começo. Você nota que as coisas que geralmente te incomodavam não mais te incomodam. Você nota que as pessoas com as quais você convive, os conflitos que tinham, eles param porque você parou. Não há mais tentativas de compensar nada. Não há mais tentativa de vencer nada. Não há mais tentativa de achar o livro certo, o professor certo ou a coisa certa. Você se mantém centrado. Você se mantém livre. Quando algo aparece, seja bom ou mau, você simplesmente senta onde você está e pergunta, “Para quem isso está vindo?”, e voce ri, porque você se separou de sua mente-corpo e começou a perceber que sua mente-corpo vai passar pela experiência mas não você.
Então não há nada com o que se preocupar. Nada a temer. Nada pode lhe perturbar. Nada pode lhe machucar. Você percebe que qualquer coisa que alguém faça ao seu corpo, fisicamente, ou com palavras, ou de outra maneira, não pode jamais, jamais lhe machucar, porque você não é seu corpo. Não importa o que alguém lhe diga, não importa o que você veja com seus olhos, não pode lhe afetar, porque você não é sua mente. Na verdade você separa Si mesmo de seu corpo e da sua mente.
Isso é só o começo. Conforme você avança, sua mente e seu corpo caem. Não significa que você morre. Significa que eles se tornam menos e menos importantes pra você, e você não se identifica mais com elas. Você sabe, e sente, e experimenta, que seu corpo e sua mente não existem, e ainda assim você existe. Você não existe como seu corpo ou sua mente. Você existe como realidade absoluta, como consciência, e não mais acredita que seu corpo e sua mente são uma modificação da consciência. Você simplesmente sabe que não há corpo nem mente. Você é sem ego. Não há razão para seu corpo, mente e o mundo existirem.
Você pode primeiro sentir isso levemente, mas você notará que quanto maior a sensação, maior a felicidade. Você estará começando a se fundir na consciência. Você está começando a sentir a realidade. O mundo vai em frente, as pessoas fazem o que sempre fazem, e ainda assim você vê tudo diferentemente. Você não vê mais o mundo que costumava ver. É como ler uma revista. As imagens na revista estão na sua frente mas você não é a revista nem as imagens. Quem você é ainda pode ser um mistério. Lembre-se, enquanto você puder expressar algo, não é isso. Portanto você não sai por aí dizendo a todo mundo, “Eu sou realidade pura”, ou “Eu sou a consciência”. Você se mantém em silêncio. Pelos frutos você os conhecerá. Você se torna uma luz num mundo de escuridão. As pessoas automaticamente cercam você e se sentem bem ao seu redor. Você encontrou a paz. Sempre foi você. Na verdade você não achou nada. Você simplesmente se tornou você mesmo.”

Por ROBERT ADAMS

domingo, 19 de julho de 2015

Postura do Tao

Texto muito bonito, retirado daqui.

Pense no que vai dizer antes de abrir a boca. Seja breve e preciso, já que cada vez que deixa sair uma palavra, deixa sair uma parte da sua energia vital (chi). Assim, aprenderá a desenvolver a arte de falar sem perder energia.

Nunca faça promessas que não possa cumprir. Não se queixe, nem utilize palavras que projetem imagens negativas, porque se reproduzirá ao seu redor tudo o que tenha fabricado com as suas palavras carregadas de chi.

Se não tem nada de bom, verdadeiro e útil a dizer, é melhor não dizer nada. Aprenda a ser como um espelho: observe e reflita a energia. O universo é o melhor exemplo de um espelho que a natureza nos deu, porque aceita, sem condições, os nossos pensamentos, emoções, palavras e ações, e envia-nos o reflexo da nossa própria energia através das diferentes circunstâncias que se apresentam nas nossas vidas.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

[Exercício] Foco Mental

Eu sou um daqueles caras que tem certa facilidade de focar a mente (ou desfocar) vendo coisas de origem psicodélica. Mas não é só com isso, o exercício da vela vem se provando muito útil comigo, mas já alterei a mente jogando campo minado, por exemplo - me concentrei tanto que eu fiquei completamente lúcido.
Também já me aconteceu isso tomando açaí com banana, mas o mais intenso foi praticando pranayama enquanto focava a mente em um ponto na parede: tudo pareceu se dissolver e pulsar, como se eu estivesse em um mar de cores amarelas de vários tons; mesmo que meus olhos se movessem, eu ainda mantinha a experiência.

Foi pensando nisso que decidi tentar criar um método pra simular tais coisas novamente, para a prática. Me baseei nesse vídeo do Leary, que por sinal é ótimo, recomendo ver as três partes antes de se aventurar nesse. O vídeo que "criei" foi retirado da internet, junto com o áudio, que os mais atentos vão certamente reconhecer.
A idéia é que você fixe seu olhar no centro do vídeo, acompanhando o fluxo e prestando atenção no som. Não é pra ficar com os olhos arregalados, é para relaxar! O objetivo principal é focar/desfocar a mente, pra limpa-la de qualquer pensamento intruso, deixando-a vazia para o uso que você quiser.
Recomendo que veja o vídeo em tela cheia, com fones de ouvido e em um local onde tenha penumbra - e coloque o vídeo em HD, de preferência.
Deixe sua mente ir com o fluxo, não pense, apenas flua.
Boa viagem.

PS: Pode ser que o vídeo lhe cause dor de cabeça; se for o caso, ou você fez errado, ou esse método não é o ideal para você. Recomendo que não veja mais.




quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Uma breve tentativa de explicar como o universo é relativo

Note como o raio ocular passa pela serpete
 - é a realidade sendo filtrada - 
Esse texto não é meu, eu o encontrei em um blog há muito esquecido - o que me fez repostar, pra ainda manter as idéias frescas.
O texto em si fala de como o universo [entenda isso não como o universo no sentido de espaço sideral, mas no sentido do mundo] é relativo, de como só vemos quase sempre um dos lados do diamante.
Sempre que leio algo assim, me lembro dos livro de Carlos Castaneda, na qual Don Juan afirmava que existia uma 'bolha da percepção' entre os indivíduos, que filtrava a realidade de acordo com a cultura (ou a visão de mundo) da pessoa. Ele dizia ser impossível estourar a bolha e ver a realidade como ela é - pois assim você morreria; mas dizia que era possível 'lustrar' a bolha até que ela fique o mais transparente possível, para que sua realidade não seja tão filtrada.

PS: Se o leitor tem dificuldades de imaginar o que estou falando, é bem simples: imagine uma peneira; a realidade é a areia que você joga nela. A areia mais grossa não passa pela peneira, só a mais fina - e essa mais fina será justamente aquela na qual você acha certo. A areia mais fina para um cristão é a idéia de que Deus criou o mundo; para um cientista ateísta, a areia mais fina é a que o universo foi criado por uma grande explosão. Ambas as idéias são 'areias', todas estão 'certas', mas o seu ponto de vista irá dizer qual idéia se encaixa melhor na sua mente (ou que passa melhor pela sua peneira).
Enfim, vamos ao texto:

sábado, 27 de dezembro de 2014

Quando a água do mar destrói seu castelo de areia

Quando se malha um braço, um esforço maior que o habitual é tomado. Suas fibras arrebatam, seu corpo libera ácido lático e o cansaço, somado com a respiração desregular e uma leve dor na região indicam que você está em um pequeno Caos interno. Mas isso não deveria acontecer, não é?

Claro que não! Você está trabalhando para a sua construção; está malhando o braço pra ficar mais forte e mais resistente - e no entanto, você se cansa, se machuca, se destrói.
Porém, aqui vem um caso interessante: Seu corpo, vendo que você extrapolou os limites conhecidos de si mesmo, tenta agora reconstruir as fibras  com um pouco mais de elasticidade, com um pouco mais de resistência, para que, quando você realizar novamente aquele exercício, você não use a capacidade máxima.
E é aí, meus caros, que está a evolução, que está o progresso.

Seu corpo, como uma máquina perfeita regida pelas leis do universo sabe perfeitamente que depois da destruição vem a reconstrução. Seu horizonte se expande, seu limite fica mais longe - e você pode ir cada vez mais além.

domingo, 22 de junho de 2014

O Eu que dorme; O Eu que acorda.

Perceba que você não é a pessoa que pensar ser. Tente entender a cada dia que você não é o corpo-mente, que você não é nada do que parece ser.

Descubra investigando. “Quem sou Eu?”. Descubra. Todas as respostas estão dentro de você. Comece de manhã. Logo antes de você acordar, há uma abertura, um espaço entre dormindo e acordado. Aquele espaço é sua realidade. Tente se capturar naquele espaço no momento antes que seus olhos se abrem, antes que sua mente assuma o controle. Há absoluto nada. Aquele nada é sua realidade total.

Quando sua mente assume o controle, “Eu” assume o controle, e estraga tudo. Seu dia ocupado com muitos “tenho que” começa. Se você se visse como consciência e fosse capaz de ver o espaço, você passaria o dia inteiro em completa felicidade.

Quando você for dormir, faça a mesma coisa. Tente encontrar o espaço entre acordado e dormindo assim que você estiver quase caindo no sono. O espaço é quem você realmente é. Esse espaço é consciência, Nirvana. Se você procurar o espaço, você vai encontrar. Continua a buscar quando você acorda. Pergunte-se “Quem está acordado, quem sou Eu?”. O “Eu” aparece quando você acorda, e vai desaparece quando você vai dormir. Pra onde vai? Vai praquele espaço. Assim que você entra no sono, o “Eu” começa a enfraquecer à medida que o “Eu” para de pensar. Pra onde o “Eu” vai? Vai praquele espaço. Esse “Eu” está sempre disponível pra você.

Esse espaço também é conhecido como o quarto estado de consciência ou turiya, depois do sono profundo, do sonhar e dos estados acordados. O espaço é o quarto estado – sua realidade. Apenas estando ciente disso intelectualmente ajuda. Então você pensa, “Eu sei que há um espaço lá mas ainda não o captei”.

Então pergunte-se, “Quem é o Eu que dormiu. Quem é o Eu que sonhou? Quem é o Eu que está acordado? Quem é o Eu que está procurado pelo espaço? É a mesma coisa. Pergunte-se, ” De onde isso aparece? Parece aparecer quando acordo, e vai embora quando vou dormir. Pra onde vai?”. Vai para o espaço – o aquele entre o dormir e o acordar.

Quando você for dormir, diga, “Eu penso. Eu penso sobre meu dia, meus problemas, o que eu tenho que fazer amanhã. Quem éo Eu que faz tudo isso? Assim que eu dormir, o Eu começa a enfraquecer. Eu paro de pensar. Para onde o Eu vai?”. Ele vai para dentro do espaço. Faça isso de manhã ao acordar, e continue esse tipo de investigação durante o dia. “Quem sou eu? O que sou eu?”.

Quando você faz esse processo com uma frequência suficiente, todo dia, a consciência vem até você. A consciência se abrirá pra você. Você começará a perceber que tudo que você fala está conectado com o Eu. O Eu vem primeiro, e tudo mais vem depois disso. Para estar chateado é precisa que você diga, “Eu estou chateado”. Você não pode dizer “chateado”. Tudo é apego ao Eu. Veja esse Eu. Não se concentre no Eu, concentre-se na consciência, a fonte.

Siga o Eu nas profundezas do seu coração mergulhando dentro de você mesmo, e para quem é o Eu? Pare, então pergunte de novo e de novo, parando a cada vez. Logo você irá ver que as pausas são a mesma coisa que o espaço entre o dormir e o acordar. Você será livre.”
Robert Adams, em “Good for Nothing Man”
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